Pega a pipoca que a novela do mundo corporativo de Hollywood ganhou mais um capítulo eletrizante. E dessa vez, não foi os executivos que puxaram o freio de mão – foi a Justiça. Uma juíza federal determinou uma paralisação temporária na fusão bilionária entre Paramount e Warner Bros., atendendo a um pedido de uma coalizão de 12 estados que argumenta que o negócio é um tiro no pé para o mercado e, principalmente, para o bolso e o entretenimento do público.
A juíza Araceli Martinez-Olguin, do Tribunal Distrital dos EUA para o Norte da Califórnia, concedeu uma ordem de restrição temporária de 14 dias. Na prática, ela congelou o processo enquanto analisa se a fusão fere as leis antitruste. E não é pouca coisa não, viu? Se a união desses dois gigantes fosse adiante, a nova empresa se tornaria um dos maiores estúdios de cinema e programação a cabo do planeta, o que, na visão dos estados, significa menos concorrência, menos variedade de filmes e séries e, claro, preços mais salgados para a gente que só quer ver uma tela brilhando.
O procurador-geral da Califórnia, Rob Bonta, comemorou a decisão como uma "primeira vitória crítica" e não poupou palavras: "A história conta o que acontece quando poucas pessoas têm grande poder sobre mercados centrais para a vida dos americanos: menos oportunidades para mais pessoas, piores produtos e serviços para todos." Ele disse que a briga tá só começando e que tão com "o tanque cheio de gasolina e a lei do lado". Forte, né? E olha que a Paramount já tinha até concordado em não fechar o negócio antes de 22 de julho, mas a juíza foi além e mandou o recado.
Do lado da Paramount, a resposta foi mais contida e cheia de confiança. O porta-voz da empresa disse que a ordem "preserva o status quo" e que tão confiantes de que "as evidências demonstrarão que os argumentos dos procuradores-gerais são infundados". A tese deles é que a fusão é "pró-competitiva" – ou seja, vai fortalecer a briga com Netflix e Amazon no streaming, o que seria bom pro consumidor. Só que a juíza já deixou claro, numa nota de rodapé bem direta, que não dá pra aceitar que eficiências num mercado compensem danos em outro. Ou seja, o argumento de que vão brigar com o streaming não cola como justificativa pra dominar o cinema e a TV a cabo.
O que me deixa de olho, como bom fã de bastidores, é o que vem depois. Se a juíza negar a liminar, a fusão pode ser desfeita, e a Paramount pode ter que pagar milhões de dólares por dia aos investidores da Warner se o negócio não for fechado até setembro. É um jogo de xadrez onde cada movimento pode custar uma fortuna. E enquanto isso, a gente aqui, torcendo pra que o que saia dessa briga seja mais filme bom e menos monopólio chato.
No fim das contas, essa pausa de 14 dias (que pode virar 28) é tipo um respiro no meio do caos. Mas a briga principal vai ser em agosto, quando a juíza ouvir os argumentos finais. Até lá, a gente fica especulando, torcendo pra que o cinema e a TV continuem sendo um campo fértil pra criatividade e não virem mais um balcão de poucas opções. Fica ligado aqui que eu volto com as novidades dessa trama que parece mais um roteiro de filme do que a vida real.