O Veredito Caneca: Existe um mito chato na cultura pop de que Christopher Nolan só se importa com conceitos complexos, IMAX e linhas do tempo confusas, deixando o fator humano de lado. Mentira pura. Quando olhamos para a filmografia do diretor, encontramos algumas das atuações mais viscerais, premiadas e icônicas do século XXI. Ranqueamos as 7 performances definitivas que provam o peso dramático do cinema de Nolan!
Seja em suspenses policiais de baixo orçamento ou em épicos biográficos sobre o fim do mundo, Nolan sabe extrair o melhor de seu elenco de estrelas. Prepara a pipoca, porque do sétimo ao primeiro lugar, aqui estão os atores que entregaram a alma (e ganharam Oscars) sob o comando do mestre do tempo.
Robin Williams — como Walter Finch
Estamos acostumados a amar Robin Williams pelo humor ou pelo calor humano arrebatador. Mas aqui, Nolan inverteu essa energia para criar um assassino frio, calculista e perturbadoramente tranquilo. Ele não grita, não faz caretas; apenas manipula a mente exausta de um detetive de forma cirúrgica.
Guy Pearce — como Leonard Shelby
O filme que colocou Nolan no mapa simplesmente não funcionaria sem Guy Pearce. Interpretar um homem com amnésia anterógrada (que esquece tudo a cada 15 minutos) exigia um equilíbrio bizarro entre pura paranoia, vulnerabilidade e determinação assassina. Pearce nos faz sentir a agonia de não confiar na própria mente.
Matthew McConaughey — como Joseph Cooper
No auge da "McConaissance", o ator entregou o coração pulsante da ficção científica mais emotiva de Nolan. Cooper não é apenas um astronauta salvando a humanidade; ele é um pai rasgado pela culpa de ter abandonado os filhos. É a atuação mais humana, crua e acessível de todo o catálogo do diretor.
Robert Downey Jr. — como Lewis Strauss
Depois de uma década debaixo da armadura do Homem de Ferro, RDJ lembrou ao mundo que é um monstro da atuação dramática. Como o burocrata invejoso e vingativo Lewis Strauss, ele consome a tela em preto e branco com uma sutileza venenosa que lhe rendeu um merecidíssimo Oscar de Melhor Ator Coadjuvante.
Hugh Jackman — como Robert Angier
O melhor filme subestimado de Nolan traz Hugh Jackman no ápice de seu carisma teatral. Angier é o showman perfeito, mas por dentro é corroído por uma inveja doentia do talento natural de seu rival (Christian Bale). A transição de um mágico de luto para um sociopata obcecado pela glória é fascinante e assustadora.
Cillian Murphy — como J. Robert Oppenheimer
Após seis colaborações como coadjuvante, Murphy finalmente assumiu o protagonismo e capturou o Oscar de Melhor Ator. Ele carrega um épico de três horas quase inteiramente no olhar. É uma performance fantasmagórica, transmitindo a arrogância de um gênio científico e, segundos depois, o terror paralisante de quem abriu as portas do apocalipse.
Heath Ledger — como Coringa
Não existia outra opção para o topo do pódio. A atuação de Heath Ledger não é apenas a melhor de um filme do Christopher Nolan; é indiscutivelmente a maior performance da história do cinema de cultura pop e quadrinhos. Ledger apagou qualquer traço de sua persona anterior para se transformar em uma força da natureza anarchista, hipnótica e aterrorizante. Ele mudou para sempre a forma como vilões são escritos e interpretados em Hollywood, ganhando um Oscar póstumo lendário.






