A briga pela fusão entre Paramount e Warner Bros. Discovery vai demorar mais do que se esperava. Os estados americanos que estão tentando barrar o negócio pediram que o julgamento antitruste aconteça apenas em abril de 2027. A informação, publicada pela Variety, mostra que a batalha judicial está longe de terminar.
Os estados, liderados pela Califórnia e Nova York, argumentam que a fusão de US$ 111 bilhões viola as leis antitruste ao consolidar dois dos maiores estúdios de Hollywood. Eles querem tempo para preparar seu caso e, por isso, solicitaram que o julgamento seja adiado. A Paramount, por sua vez, já havia concordado em adiar a fusão até que o caso seja decidido, em um acordo que a empresa chamou de "vitória significativa".
O adiamento do julgamento é um revés para a Paramount, que esperava uma decisão rápida para fechar o negócio. A empresa já havia recebido aprovação de mais de 20 países e do Departamento de Justiça dos EUA, mas a oposição dos estados americanos tem sido o principal obstáculo. Se o julgamento realmente acontecer apenas em 2027, a fusão pode ficar em suspenso por mais de um ano.
Enquanto isso, a Paramount já começou a sentir os efeitos do atraso. A empresa teria que pagar uma multa diária de US$ 7 milhões aos investidores da Warner Bros. se a fusão não fosse concluída até setembro de 2026, mas o acordo com os estados suspendeu essa obrigação. Ainda assim, a incerteza sobre o futuro da fusão já está afetando o mercado.
A briga pela fusão Paramount-Warner Bros. é uma das maiores batalhas antitruste da indústria do entretenimento nos últimos anos. O resultado do julgamento pode definir o futuro do mercado de cinema e TV nos Estados Unidos. E, pelo visto, a decisão ainda vai demorar.