O mundo da animação está em choque. Mesmo com o sucesso estrondoso de "Toy Story 5", que está prestes a ultrapassar a marca de um bilhão de dólares nas bilheterias, a Pixar foi um dos estúdios mais afetados por uma nova onda de demissões em massa na Disney. A informação foi confirmada por um porta-voz da empresa, que informou que centenas de funcionários estão sendo desligados em várias áreas da corporação.
Os cortes, que começaram a ser comunicados na manhã desta terça-feira, 21 de julho, atingem não só a Pixar, mas também a ESPN (com cortes relacionados à integração da NFL Network), a Disney Entertainment Television e a National Geographic. No entanto, a maior parte dos desligamentos no setor de estúdios está concentrada na Pixar, com foco em áreas de produção e operações. A decisão reflete uma mudança na estratégia da Disney, que vem reduzindo seu volume de produção para priorizar qualidade e lançamentos teatrais, em vez de produzir tanto conteúdo direto para o streaming.
A notícia é especialmente surpreendente porque chega num momento de glória para a Pixar. Enquanto "Hoppers", lançado na primavera, teve uma abertura forte mas não alcançou os picos de outros sucessos do estúdio, "Toy Story 5" está voando alto e deve se tornar o filme mais lucrativo da franquia. É um lembrete duro de que, mesmo com sucessos de bilheteria, o mercado de animação está passando por uma transformação profunda.
Especialistas apontam que a Pixar ainda não se recuperou totalmente do impacto da pandemia. Durante a COVID-19, filmes como "Soul", "Luca" e "Red: Crescer é uma Fera" foram lançados diretamente no Disney+, o que, segundo executivos, treinou o público a esperar os lançamentos do estúdio em casa, em vez de ir ao cinema. Isso, combinado com a nova política da Disney de focar em menos projetos e mais impacto, resultou nesses cortes dolorosos.
É difícil não sentir um misto de admiração e frustração. Admiro a Pixar por sua capacidade de criar histórias que marcam gerações, mas é frustrante ver que, mesmo com um bilhão de dólares na conta, a estabilidade dos profissionais que fazem a mágica acontecer ainda é tão frágil. A indústria do entretenimento, mais do que nunca, parece estar num jogo de xadrez onde até os gigantes precisam se adaptar rápido.
Esperamos que esses profissionais encontrem novas oportunidades em breve, e que a Pixar continue a nos entregar filmes que nos fazem rir, chorar e refletir. Enquanto isso, a gente fica aqui, torcendo para que a magia não se perca no meio das planilhas de custos.
