Gente, senta aqui que a história dos bastidores de "Pluribus" é mais louca do que qualquer plot twist que a série já nos entregou. E olha que a primeira temporada terminou com uma BOMBA ATÔMICA parada na garagem da protagonista, né? Pois é, parece que a ideia original era completamente diferente, e quem resolveu mexer nesse vespeiro foi ninguém menos que a Apple TV e a Sony. E, sinceramente? Acho que fizeram um favor pra gente.
Pra quem acompanhou a jornada desesperadora de Carol Sturka (a sensacional Rhea Seehorn) tentando salvar a humanidade da mente-colmeia alienígena, o final foi um soco no estômago – mas daqueles bem dados. Depois de descobrir que os "Joined" estavam usando os óvulos congelados dela pra tentar fundi-la à colmeia, a resposta de Carol foi pedir uma bomba atômica. Sem explicações, sem planos mirabolantes, só uma bomba entregue na casa dela como se fosse uma pizza. Ficamos todos com a pulga atrás da orelha, claro, mas também com a certeza de que a segunda temporada vai ser um caos absoluto – e eu tô aqui por isso.
Mas o que pouca gente sabe é que o final quase foi bem diferente. O roteirista Gordon Smith, em entrevista ao The Ringer, revelou que a ideia original era "um final muito mais sutil". Tipo, uma conexão silenciosa entre Carol e Manousos, um aperto de mão secreto que significaria "estou com você". Lindo, poético, profundo... e, convenhamos, meio anticlimático para uma série que construiu uma tensão tão gigante. Foi aí que os executivos da Apple TV e da Sony entraram em cena e sugeriram ao criador Vince Gilligan que o final precisava de um "impacto" maior. E não é que eles estavam certos?
O próprio Gilligan, que nunca teve medo de meter o pé na jaca (alô, metralhadora M60 em "Breaking Bad"), chamou a sugestão de "uma ótima nota". E, olha, se tem alguém que sabe transformar um problema narrativo em ouro, é ele. Lembra quando Walter White comprou aquela metralhadora no começo da última temporada de "Breaking Bad" e ninguém fazia ideia do que ele ia fazer com ela? Pois é, o próprio Gilligan admitiu que escreveu a cena sem saber a utilidade do negócio. E deu no que deu: uma das sequências mais épicas da televisão. Agora, com a bomba atômica, ele parece mais tranquilo: "Não estou tão preocupado em pagar a bomba atômica quanto estava com a M60", disse ele ao The Hollywood Reporter. A confiança de um mestre, né?
O que me deixa ainda mais animado é que, segundo Gilligan, a equipe já tem muito mais ideias sobre o fim da série do que tinham em "Breaking Bad" na mesma época. Isso é um alívio e um perigo, porque significa que eles podem mudar tudo a qualquer momento se surgir uma "ideia melhor". É o processo criativo dele: jogar tudo pro alto, repensar, reconstruir. E, confesso, é isso que torna o trabalho dele tão fascinante. Só não espere a segunda temporada tão cedo. O próprio criador avisou: "Vai demorar um tempo entre as temporadas, simplesmente é". Ele comparou o ritmo da produção ao derretimento de geleiras. É, a espera vai ser longa, mas se for para manter a qualidade, que seja.
No fim das contas, fico pensando: e se a Apple TV não tivesse dado esse pitaco? A gente estaria aqui teorizando sobre um aperto de mão, enquanto a bomba atômica na garagem nos deu meses de especulação, memes e ansiedade pura. Então, obrigado, executivos, por terem coragem de pedir o absurdo. E obrigado, Gilligan, por saberem transformar o absurdo em arte. Agora, me diz nos comentários: você acha que a Carol vai realmente detonar a bomba ou é tudo um blefe? Porque eu tô aqui, roendo as unhas, esperando a próxima temporada – mesmo que ela demore a chegar.