Filmes

Público voltou: Cinemark bate recorde de US$ 1 bilhão e box office dá sinal de que o cinema respira

julho 30, 2026
Toy Story 5 - Crédito: Disney/Pixar

Os cinemas americanos vivem o seu melhor momento desde a pandemia, e um dado recente não deixa margem para dúvidas. A Cinemark, terceira maior rede de exibição dos Estados Unidos, acaba de divulgar que faturou US$ 1,1 bilhão no segundo trimestre de 2026. O número não é apenas uma recuperação – é um recorde histórico para a empresa, que viu a receita de ingressos (US$ 540 milhões) e de pipoca e refrigerante (US$ 433 milhões) baterem suas próprias marcas. Não é pouca coisa para um setor que, até pouco tempo atrás, era dado como falido.

O que mudou? A resposta do CEO Sean Gamble, citada no relatório, é direta: "nossos parceiros estúdios entregaram uma programação de filmes tão completa e atraente que se conectou de forma significativa com o público". Traduzindo: quando a indústria resolveu caprichar, a plateia respondeu. E respondeu em peso. O sucesso não é de um filme isolado. A Cinemark surfou numa onda de blockbusters como Super Mario Galaxy - O Filme, o biográfico Michael, a estreia recorde de Toy Story 5 – que abocanhou US$ 312 milhões mundialmente em seu fim de semana de abertura – e os sucessos de terror Obsession e Backrooms. Essa diversidade, diga-se, é o maior trunfo: trouxe crianças, fãs de música, famílias e os amantes de um bom susto de volta às poltronas.

A Cinemark não está sozinha nessa festa. A rede Marcus Theatres, a quarta maior do país, também comemorou: receita de US$ 151 milhões, 14% maior que no ano passado. Por lá, os títulos que puxaram a fila foram os mesmos, com a adição de Obsession e Backrooms no top 5. O presidente da divisão, Jeffry Tomachek, celebrou: "É um ótimo momento para ser um frequentador de cinema, com uma programação estável de filmes atraentes reunindo públicos de todas as idades". E o movimento continua forte. As bilheterias do terceiro trimestre já são impulsionadas pela estreia colossal de A Odisseia, de Christopher Nolan, que arrecadou US$ 263,8 milhões globalmente e se tornou a maior abertura da carreira do diretor.

Analistas do mercado financeiro já reagiram. A Cinemark viu suas ações subirem mais de 4% no pré-mercado, e a meta de preço do papel foi elevada de US$ 35 para US$ 40. O lucro líquido da rede disparou de US$ 94 milhões para US$ 139 milhões no período. Os números sugerem que a empresa não só sobreviveu à crise, mas saiu dela mais forte, ganhando participação de mercado desde a Covid. A volta às salas escuras, ao menos financeiramente, se consolidou. As pré-vendas para Homem-Aranha: Marca de Um Novo Dia, que chega nesta semana, e a empolgação contínua em torno de Toy Story 5 são combustíveis para que o otimismo não se apague.

Com A Odisseia ainda em cartaz e uma enxurrada de estreias previstas para o restante do ano – os executivos da Marcus citaram Super Tropas 3, Patrulha Canina: O Filme Dinossauro, Jogos Vorazes: Amanhecer no Céu e Vingadores: Dias de Um Futuro Esquecido, entre muitos outros – a temporada de blockbusters está longe de acabar. A principal lição que fica desse balanço trimestral é que a equação é mais simples do que parecia: filmes que as pessoas querem ver, público nas salas. E, para a alegria dos fãs e da indústria, parece que finalmente encontramos o caminho de volta.

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