Tim Cook encerra 15 anos como CEO da Apple. O balanço do terceiro trimestre fiscal trouxe receita de US$ 109 bilhões – alta de 16%. Lucro por ação: US$ 2,02 (incluindo 11 centavos de reembolso de tarifas). Mesmo com o recorde, as ações caíram 4% no after-hours.
O motivo: Serviços (Apple TV+ e outros) ficaram abaixo do esperado por Wall Street. Faturaram US$ 30,7 bilhões – número alto, mas abaixo da projeção. O mercado não perdoa. Do lado positivo, iPhone vendeu US$ 54,3 bilhões, crescimento de 22%.
Cook, que tem 28 anos de casa, passa o cargo para John Ternus (25 anos de Apple, ex-chefe de hardware). A transição ocorre em 1º de setembro. Os dois apareceram juntos na estreia da 4ª temporada de "Ted Lasso" – gesto típico da Apple.
Desafios: a empresa lançou leasing para iPhone e reajustou preços em junho. O setor sofre com escassez de chips de memória e armazenamento, puxada pela corrida de IA.
O que os investidores querem saber: como a Apple vai lidar com tarifas, demanda e IA. Já anunciou uma Siri reformulada com tecnologia do Google. A teleconferência de resultados desta quinta-feira – a 90ª e última de Cook – deve trazer respostas.