A polêmica em torno da escalação de Elliot Page no filme "A Odisseia", de Christopher Nolan, ganhou um novo capítulo. Desta vez, quem entrou na briga foi a apresentadora Whoopi Goldberg, que usou seu programa "The View" para rebater com veemência as críticas transfóbicas dirigidas ao ator e também para sair em defesa do diretor.
Durante o programa, Whoopi não poupou palavras ao criticar os ataques que Page vem sofrendo desde que foi anunciado no elenco do épico. "As pessoas estão perdendo a noção do que é importante", disparou ela. "Estamos falando de um dos maiores diretores da história do cinema, um dos melhores atores da sua geração, e o que algumas pessoas estão fazendo? Atacando a identidade de uma pessoa. Isso é ridículo", afirmou a apresentadora.
Whoopi também elogiou a coragem de Nolan em escalar Page para o papel de Sinon, um personagem que na mitologia grega tem uma história de traição e sofrimento. "Christopher Nolan é um gênio, e ele escolheu Elliot Page porque ele é um ator talentoso e ponto final. Ele não está preocupado com o que as pessoas pensam sobre a identidade de Page; ele está preocupado com a arte", disse ela.
A apresentadora também criticou os boicotes que estão sendo organizados contra o filme, chamando a atitude de "mesquinha". "Se você não quer ver o filme porque não concorda com a escalação, problema seu. Mas não tente estragar a experiência de milhões de pessoas que querem ver um filme feito por um dos maiores diretores vivos", afirmou.
A defesa de Whoopi Goldberg vem em um momento em que "A Odisseia" está quebrando recordes de bilheteria, com mais de US$ 263 milhões arrecadados mundialmente. O filme, que estreou recentemente, tem sido aclamado pela crítica e pelo público, mas também tem sido alvo de ataques de grupos conservadores e de figuras públicas como o bilionário Elon Musk, que criticou a escalação de Lupita Nyong'o e apoiou publicações transfóbicas sobre Page.
As declarações de Whoopi Goldberg são um importante lembrete de que a arte deve ser celebrada por sua capacidade de contar histórias e emocionar, não por julgamentos baseados em preconceito. A atitude corajosa da apresentadora, ao defender Page e Nolan, mostra que a indústria do entretenimento ainda tem vozes dispostas a lutar contra a intolerância.