Com a quinta e última temporada de Outer Banks estreando na Netflix na última quinta-feira (20), a estrela da série, Madison Bailey, decidiu usar o momento para refletir sobre o legado do programa e abrir o jogo sobre suas ambições para o futuro. Em entrevista à revista Out, a atriz pansexual foi direta ao apontar o que considera a principal lacuna da série: a ausência de personagens LGBTQ+.
"Ainda não é tarde! Literalmente nunca é tarde", disse Bailey, que interpreta Kiara Carrera na produção. "Especialmente com a falta de representação queer neste programa, fico muito feliz que as pessoas ainda possam se conectar a ele através de mim na vida real e possam se conectar através da atriz, e eu posso representar fora das telas" .
Para a atriz, a conexão com o público LGBTQ+ aconteceu apesar da falta de tramas queer no roteiro. Bailey destacou que os temas de "família escolhida" e a rebeldia contra o sistema são pontos que ressoam com os fãs da comunidade. "Seu grupo sempre terá suas costas em cada dificuldade que enfrentarmos. Apenas lembre-se de que sua comunidade sempre vai te proteger e nós sempre vamos lutar uns pelos outros", afirmou .
Embora Kiara nunca tenha tido um arco de descoberta ou um relacionamento com outra mulher nas cinco temporadas, Bailey acredita que a representação que ela ofereceu fora das câmeras foi fundamental para que os fãs se sentissem vistos .
O próximo passo: um papel queer com "alegria e felicidade" Olhando para o futuro, a estrela de Outer Banks não esconde o desejo de finalmente estrelar uma produção que coloque a comunidade LGBTQ+ no centro da narrativa. E, segundo ela, esse momento pode estar mais próximo do que os fãs imaginam.
"Posso provocar que [um papel queer] pode estar se tornando realidade agora em tempo real? Está a caminho! Eu venho manifestando isso", revelou Madison Bailey . "Eu quero representar na tela há muito tempo e acho que posso ter uma oportunidade para fazer isso", completou, enfatizando que não quer que seja uma história trágica ou dramática .
Para a atriz, é crucial mostrar histórias felizes da comunidade. "Eu não quero algo teatral e triste, e não quero que seja uma história triste e sombria. Eu quero felicidade. Eu quero alegria. Nós precisamos colocar a comunidade na tela!" .
A atriz também respondeu aos críticos que se opõem ao aumento da diversidade em Hollywood, pedindo que encontrem "alegria" em vez de "amargura" . "Encontre algo que te faça feliz. Encontre alguma coisa, droga! Nos deixem em paz!"